sábado, 11 de outubro de 2014

Os 7 finais mais bombásticos do cinema




Um filme pode chamar atenção e ficar marcado por vários aspectos. Entretanto, finais reveladores, intrigantes e emocionantes nos deixam de queixo caído, a ponto de serem questionados por anos, fazendo com que aquele momento fique eternamente armazenado. Pensando nisso, o Papel Nerd listou 7  finais mais bombásticos do cinema. Confira:




Os Outros (2001)
Com veias hitchcockianas, o chileno Alejandro Amenábar, que vinha do ótimo Preso na Escuridão, chegou a Hollywood com The Others, filme que instantaneamente lhe deu o título de novo rei do suspense. Com um clima absolutamente soturno, abordando temas como guerra e religião, além de muito trabalhar com o passado, Amenábar tornou-se ainda mais conhecido, com a reação do público que saía da sessão afirmando que este era um dos finais mais surpreendentes desde o estrondoso O Sexto Sentido. Eles tinham razão.





Clube da Luta (1999)
O jovem clássico Fight Club, outro de David Fincher, repousa e caminha sobre o plot twist, à medida que também muda completamente seu tom e discute, com perfeição, sua real mensagem que debate a inércia da vida moderna e o consumismo exacerbado do humano. As reações do público ao descobrir quem era Tyler Durden foram das mais variadas – uma delas, mal entendida, chegou a ser desastrosa. O longa e o personagem tornaram-se uma bandeira. Fóruns foram criados, teses montadas e até hoje o legado permanece vivo.





Oldboy (2003)
Diferente da grande maioria aqui citada, Chan-wook Park não precisou sair da Coreia pra que seu Oldboy ganhasse destaque mundial. Com um fascinante estudo de personagem, o cineasta vai, pouco a pouco, nos apresentando uma história que se revela devastadora. Além do plot inicial, novas pistas são dadas e, a todo o momento, o espectador começa a maquinar o que está por vir. Então, quando finalmente o verdadeiro sentido da obra é revelado, ficamos incrédulos pela ousadia da mente cruel (e genial) que concebeu o roteiro.





Jogos Mortais (2004)
Chegando pra acabar de vez com a estupida censura do cinema norte-americano, onde até mesmo em filmes de terror era recomendada certa moderação, James Wan e o seu petardo Saw foram divisores de água e chacoalharam o gênero, gerando novos filhotes. Mas a principal sacada do filme está em sua proposta, que se mostra deveras interessante: “o que você daria pela sua vida?”. Essa pergunta é ainda mais fortalecida por um final que de tão surpreendente nos faz rir, pois ficamos com a aquela sensação de: “como não tinha pensando nisso antes?”.





Planeta dos Macacos (1968)
Adaptando de forma soberba a seminal obra sci-fi de Rod Serlingpor, o cineasta Franklin J. Schaffner também coloca em debate temas pungentes como guerra, sociedade, ciência e religião. Tudo isso pautado de maneira sóbria e pontual. Todavia, o emblemático desfecho que traz o Coronel George Taylor (Charlton Heston) olhando para a enterrada Estátua da Liberdade, talvez seja fotograficamente o mais conhecido e magnífico dos títulos dessa lista.





Star Wars Episódio V: O Império Contra-Ataca (1980)
Provavelmente, toda franquia Star Wars recorre a essas palavras: “No, I am your father!“. Elas não apenas representam uma alteração no rumo da grande saga nerd do cinema, mas também mudaram para sempre a história da cultura pop, já que em cima dessa incrível reviravolta, personagens do gênero passaram a ser mais estruturados. Bem como o público ficou mais atento.





O Sexto Sentido (1999)
Um garoto sofre atormentado por visões de espíritos. Um psicólogo está abalado pelo divórcio. Ambos se ajudam e estão em busca de algo que parece cada vez mais perto. Tudo aqui é muito bem arquitetado para o grande ápice que, de tão poderoso e inconcebível, tornou-se referência quando se fala em “finais inesperados”. The Sixth Sense é um suspense carregado de simbolismos e montado em cima do belíssimo trabalho mise en scène orquestrado por um M. Night Shyamalan jamais visto.